terça-feira, 30 de novembro de 2010

. Distance

Quando estamos longe daqueles que mais amamos sentimos um vazio enorme dentro de nós. Ao longo do tempo esse vazio vai-se enchendo, e com o passar dos dias parece que cada vez nos sentimos melhor. Já não há saudade, já não há dor, como se a distância encurtasse a cada dia que passe, e a cada dia que passa o vazio que tínhamos vai-se enchendo.
Enche-se de ilusões, com a ilusão que a dor que a distância nos provoca suaviza com o tempo, com a ilusão de que a saudade, pelo menos, diminui. Mas é só ilusão. Uma ilusão criada pela nossa cabeça para que nos habituemos à distância. E à saudade. E à dor. E à ausência.

Mas depois há aqueles dias que em que vemos que a distância não diminuiu e vemos que a ausência continua a doer e deixar saudade.

Voltamos ao vazio…e voltamos a enchê-lo de ilusões. Apesar de sabermos que são ilusões deixamos que ocupem o vazio, porque pelo menos dão-nos conforto e aconchegam-nos a alma…

sábado, 13 de novembro de 2010

Já fazia falta…

As pisadelas, as dores de pernas, de pés, de braços, as botas sujas, o cabelo desalinhado…

A parceira da luta, da vida, da amizade, da cumplicidade…

O tango, a valsa, kizomba, kuduro, a dança normal e banal…

as risadas parvas, as figuras tristes, os empurrões e atropelos…

Já fazia falta uma noite assim…

segunda-feira, 1 de novembro de 2010