terça-feira, 18 de maio de 2010

Abraços

Um abraço...
Sentir um abraço é das coisas que mais gosto de fazer, sentir o nosso coração ao mesmo tempo que o de alguém a quem damos um abraço faz-nos de tal maneira bem à saúde, traz-nos paz  (uma paz tão boa de se sentir e tão verdadeira e única.
Um bom abraço ajuda-nos a sentir muitas coisas ao mesmo tempo (e é por isso que um abraço é tão bom, é pelo monte de sentimentos envolvidos): a facilidade de dar e receber, a sensibilidade para o sofrimento, a disponibilidade para a alegria de se divertir e a profundidade da ternura.
Abraçar alguém é como dizer-lhe: "Olha, aqui estou para o que quiseres, de coração aberto para ti" ou uma maneira simples de ouvimos "Estou aqui para tudo o que precisares".
No entanto, só se a atitude interior, o pano de fundo a partir do qual nos relacionamos com os outros, for de lhes estender os braços e de os tocar é que poderemos descobrir o valor da partilha.
Não são só as pessoas solitárias, infelizes, inseguras, que precisam ser abraçadas. Abraçar bem dá-nos saúde. Mas não se trata de abraços sociais, de conveniência, em que duas pessoas se tocam apenas por fora – portanto não se tocam -, nem de abraços de dois amantes apaixonados que um ao outro se agarram.
São abraços que acontecem porque saem cá de dentro sem que os travemos. Como expressão de um amor incondicional que nos habita – e de que não temos medo, porque o olhamos como algo que verdadeiramente nos liberta. Um abraço liberta aquilo que de mais valioso temos dentro de nós, o amor e a partilha.
A intimidade que um abraço sincero oferece é a da compreensão, da atenção., da solidariedade. Da amizade que existe para lá da expressão dos sentidos, apenas por ter a consistência daquilo que sai do fundo de nós mesmos e que se mantém quer faça sol quer chova.
  Há quem goste de os dar para reafirmar um vínculo de amizade ou qualquer outro sentimento. E são uma das melhores festas gratuitas a que toda a gente tem acesso. São abraços do fundo do coração, frequentes entre duas pessoas que, por nada pedirem uma à outra, de cada vez que se encontram recebem sempre muito – e apenas por isso são levadas a celebrá-lo.
Quando um coração se abre para outro coração, há quase sempre uma qualquer maravilha que pode acontecer. Ou, quanto mais não seja, uma sensação de paz possível, neste mundo cheio de guerras em que vivemos.
 
Abraços são uma espécie de foguetes capazes de fazer despertar moribundos ou fazer levantar da cama preguiçosos. Explosões de vida.
 
 

Sem comentários:

Enviar um comentário