domingo, 26 de setembro de 2010

Férias... de tudo!

Não sei o que se passa comigo, não tenho vontade de sorrir e chorar não consigo, não tenho paciência para ninguém, nem sequer para mim própria, não quero falar com ninguém, principalmente com as pessoas que ainda me confundem mais e julgam a minha opinião e as minhas decisões, fogo estou saturada, será que não conseguem simplesmente esquecerem-se que eu existo por 3 ou 4 minutos? Eu só peço 3 ou 4 minutos de descanso, será pedir muito?

Eu acho que não!
Acho que de uma vez por todas, toda a gente tem de perceber que eu não sou a super-mulher, nem nada que se pareça. FOGO, é tudo: Alexandra isto, Alexandra aquilo, Alexandra não concordo, Alexandra não faças, Alexandra fazes-me um favor, Alexandra... Eu já sei que o meu nome é muito bonito e sei também que todos gostam muito dele mas não o gastem. Eu não sou vossa escrava particular que está sempre ao vosso dispor. Tenham todos calma eu sou só uma e por enquanto não consigo estar em todo o lado ao mesmo tempo.
deêm-me tempo e espaço, é das coisas que eu mais prezo, é o meu espaço e a minha liberdade e ultimamente ocupam-na e cortaram-me as asas, é assim tão difícil perceber que de vez em quando preciso voar?

Pelos vistos deve ser...
Ás vezes gostava de deixar aqui o meu corpo a descansar e ir eu, aquilo que sou para bem longe. Às vezes gostava de poder tirar umas férias por tempo indefinido deste mundo, ir para outro bem longe daqui onde não conhecesse ninguém, umas férias de tudo, às vezes até de mim própria.

domingo, 19 de setembro de 2010

Não consigo durmir...


São 5:47, sim ainda estou acordada, e não sei bem porque. Apenas sei que sono é algo eu não tenho e muito menos tenho vontade de me deitar na cama e fechar os olhos, não é que tenho algo mais interessante para fazer, mas sei lá, não me apetece.

Lembro-me agora da frase de uma amiga, que na altura quando por ela foi proferida achei ridícula e sem sentido, pois sou das poucas pessoas que conheço que adora dormir e não dispensa no mínimo umas boas 9h de sono, mas neste momento aquela frase, para mim tão ridícula começa a fazer sentido: “Dormir é uma prefeita perda de tempo.”. eu não diria que é uma PERFEITA perda de tempo, mas sim é perda de tempo, se o nosso organismo não necessitasse de o fazer apenas uma pequeníssima parte da população se deitaria numa cama e fecharia os olhos. Aliás se o corpo humano não necessitasse de descanso, de dormir as camas nem sequer existiriam, por isso…
Já nem me lembro a última vez que fiz uma directa, nem da a última vez que fiquei sem esta vontade repentina de não querer dormir e muito menos da última vez que quis, sim correr lá para fora ver o sol nascer do Sol.

Estou sentada na minha cama com a luz apagada e a janela aberta, a única luz que ilumina o meu quarto é a do portátil, a de um velho candeeiro público que fica do outro lado da estrada bem à frente da minha janela e ainda a fraca luz Solar que começa agora a ganhar força. O que mais me está a fascinar neste momento é o canto dos passarinhos que começam a acordar lentamente, eu sei… parece ridículo e de loucos, mas o que é que hei-de eu fazer?! Já não sou muito normal, então quando me dão estes ataques sei lá de quê, pior.

Agora apenas quero desfrutar deste momento tão raro na minha vida e que me dá uma paz interior tão grande, que nem consigo bem exprimi-la para o papel.

Isto sim são momentos da vida que deviam ser vividos por todos e repetidos, pois dão-nos uma sensação tão boa, como se o mundo stressante onde vivemos nunca tivesse existido, como se a vida fosse assim, simples, como o nascer do Sol numa madrugada de Verão ao som do canto dos passarinhos.

Sonho


Não imaginas como dói e como me fere a alma o que me estás a fazer, se não fosse o caso de ter provas de que tudo foi real diria que sonhara, que sonhara o mais belo dos sonhos…


Fizeste-me sonhar, acreditar que tudo no mundo era possível, construí castelos no ar e esse foi o meu maior erro, porque não passaram disso mesmo, de castelos no ar que tu com a maior das facilidades destruíste e deixaste-me sem sítio onde viver, sem local para sonhar e para tornar todos os meus sonhos reais, deixaste-me sem nada…

Vais sempre estar no meu coração
(mas (in)felizmente os últimos acontecimentos nunca sairão da minha memória).



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quero de volta a (a)normalidade da minha vida...

Estou presa na minha própria cabeça. Sinto-me presa, fechada, como se algo me tirasse a vontade de correr, a vontade de saltar, a vontade de viver. Como se me cortassem a criatividade, me cortassem as mãos e os pés.
É como se tudo à minha volta me estrangulasse, me sufocasse e eu simplesmente não posso fazer nada. Quero fugir, desaparecer e nem me consigo mexer, algo me prende. Prende-me com uma força desmedida e me obriga a permanecer aqui, imóvel…
Estou confusa, não sei o que se passa à minha volta e muito menos o que se passa comigo, dou voltas e voltas à cabeça e nem um pensamento surge, só quero que tudo isto acabe, que tudo volta à (a)normalidade que era a minha vida e não a este batalhão de confusões, enganos e desenganos que a parte alguma me levam.