domingo, 19 de setembro de 2010

Não consigo durmir...


São 5:47, sim ainda estou acordada, e não sei bem porque. Apenas sei que sono é algo eu não tenho e muito menos tenho vontade de me deitar na cama e fechar os olhos, não é que tenho algo mais interessante para fazer, mas sei lá, não me apetece.

Lembro-me agora da frase de uma amiga, que na altura quando por ela foi proferida achei ridícula e sem sentido, pois sou das poucas pessoas que conheço que adora dormir e não dispensa no mínimo umas boas 9h de sono, mas neste momento aquela frase, para mim tão ridícula começa a fazer sentido: “Dormir é uma prefeita perda de tempo.”. eu não diria que é uma PERFEITA perda de tempo, mas sim é perda de tempo, se o nosso organismo não necessitasse de o fazer apenas uma pequeníssima parte da população se deitaria numa cama e fecharia os olhos. Aliás se o corpo humano não necessitasse de descanso, de dormir as camas nem sequer existiriam, por isso…
Já nem me lembro a última vez que fiz uma directa, nem da a última vez que fiquei sem esta vontade repentina de não querer dormir e muito menos da última vez que quis, sim correr lá para fora ver o sol nascer do Sol.

Estou sentada na minha cama com a luz apagada e a janela aberta, a única luz que ilumina o meu quarto é a do portátil, a de um velho candeeiro público que fica do outro lado da estrada bem à frente da minha janela e ainda a fraca luz Solar que começa agora a ganhar força. O que mais me está a fascinar neste momento é o canto dos passarinhos que começam a acordar lentamente, eu sei… parece ridículo e de loucos, mas o que é que hei-de eu fazer?! Já não sou muito normal, então quando me dão estes ataques sei lá de quê, pior.

Agora apenas quero desfrutar deste momento tão raro na minha vida e que me dá uma paz interior tão grande, que nem consigo bem exprimi-la para o papel.

Isto sim são momentos da vida que deviam ser vividos por todos e repetidos, pois dão-nos uma sensação tão boa, como se o mundo stressante onde vivemos nunca tivesse existido, como se a vida fosse assim, simples, como o nascer do Sol numa madrugada de Verão ao som do canto dos passarinhos.

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