Andava a caminhar, numa rua desconhecida. Sinto-me perdida. Mas continuo a caminhar, rumo ao desconhecido. Não sei onde vai dar. Vou virando, rumando por outros caminhos que tomo nos cruzamentos. Já tentei voltar pata trás emendar um cruzamento tomado por erro, mas é impossível, o caminho apaga-se a cada passo, a única coisa que fica dele é a memória, do percurso, dos cruzamentos, das tabletas, da paisagem, dos percursos cheios de luz, dos cheios de escuro, dos que passaram a correr, dos que nunca mais passavam, fica a memória do que fui, do que sou, do que quero ser...
Fica apenas a memória, nada mais...

Eu estava presente no momento em que estavas a escrever este texto.
ResponderEliminarAinda te lembras?
É para essas memórias é que te dei o caderno (ou lá o que aquilo é). Para não te esqueceres de nada.
*D*
Lembro... se lembro... há dias em que ando numa melancolia tal... caredo... nesses dias devias proibir-me de agarrar na caneta...
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