quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Esquecer é o que quero...

Amar-te foi a pior coisa que me aconteceu… quer dizer, nem sei se foi amar-te se foi antes conhecer-te...
O pior de tudo é que mal te conheço, mal te vejo, mal tudo o que está relacionado contigo… Mas mesmo assim, eu amo-te! Ok já disse, demorei imenso a perceber isso, demorei outro tanto a admitir, e demorarei uma vida inteira a dizer-te.

Agora só quero esquecer...
 já que não pude evitar só quero esquecer…


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Que Ódio... Afasta-te!

Odeio que me queiram sempre a ajudar, sou tudo menos incapacitada.
Odeio sentir-me perseguida, observada e sufocada, prezo imenso o meu espaço e a minha liberdade e garanto que não sou nada simpática com quem tenta invadi-lo.
Não gosto que façam perguntas sobre mim a outras pessoas, e muito menos que falem mal de mim nas costas, se têm alguma coisa a dizer façam-no cara a cara. Não gosto que interfiram nas minhas amizades e outras relações e muito menos que opinem sobre o facto de eu me dar com A ou com B, e muito menos vindo de pessoas com as quais nem falo. Tendo em conta tudo isto, se o teu objectivo é aproximares-te, meu amigo, estás apenas a fazer com que eu nem contigo me queira cruzar, quanto mais falar ou conviver… afasta-te ou afasto-te eu e acautelo-te de que não me vai custar nadinha de nada fazê-lo, por isso se não te queres magoar, fá-lo tu pelo teu próprio pé.

domingo, 5 de dezembro de 2010

. Life


Andava a caminhar, numa rua desconhecida. Sinto-me perdida. Mas continuo a caminhar, rumo ao desconhecido. Não sei onde vai dar. Vou virando, rumando por outros caminhos que tomo nos cruzamentos. Já tentei voltar pata trás emendar um cruzamento tomado por erro, mas é impossível, o caminho apaga-se a cada passo, a única coisa que fica dele é a memória, do percurso, dos cruzamentos, das tabletas, da paisagem, dos percursos cheios de luz, dos cheios de escuro, dos que passaram a correr, dos que nunca mais passavam, fica a memória do que fui, do que sou, do que quero ser...

Fica apenas a memória, nada mais...

XIU!!!


Cala-te, ao menos fica calado em vez de abrires a porcaria da boca e me magoares mais... Simplesmente CALA-TE!!!

XIU!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Preferia

Eu preferia que tivesses ficado calado,
Que não tivesses dito nada.
Preferia nunca ter ficado a saber
Preferia que nada se tivesse passado.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

. Distance

Quando estamos longe daqueles que mais amamos sentimos um vazio enorme dentro de nós. Ao longo do tempo esse vazio vai-se enchendo, e com o passar dos dias parece que cada vez nos sentimos melhor. Já não há saudade, já não há dor, como se a distância encurtasse a cada dia que passe, e a cada dia que passa o vazio que tínhamos vai-se enchendo.
Enche-se de ilusões, com a ilusão que a dor que a distância nos provoca suaviza com o tempo, com a ilusão de que a saudade, pelo menos, diminui. Mas é só ilusão. Uma ilusão criada pela nossa cabeça para que nos habituemos à distância. E à saudade. E à dor. E à ausência.

Mas depois há aqueles dias que em que vemos que a distância não diminuiu e vemos que a ausência continua a doer e deixar saudade.

Voltamos ao vazio…e voltamos a enchê-lo de ilusões. Apesar de sabermos que são ilusões deixamos que ocupem o vazio, porque pelo menos dão-nos conforto e aconchegam-nos a alma…

sábado, 13 de novembro de 2010

Já fazia falta…

As pisadelas, as dores de pernas, de pés, de braços, as botas sujas, o cabelo desalinhado…

A parceira da luta, da vida, da amizade, da cumplicidade…

O tango, a valsa, kizomba, kuduro, a dança normal e banal…

as risadas parvas, as figuras tristes, os empurrões e atropelos…

Já fazia falta uma noite assim…

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

No meu mundo…

 

No meu mundo estou livre, sou andorinha; estou birrenta, sou bebé; estou alegre, sou maluca; estou triste, sou deprimente; estou feliz, sou eu… Sou eu, assim agora e como sempre vou ser, não mudo por nada e muito menos por ninguém, e neste caso não há excepções…

MULHER CAMINHANDO NA PRAIA

…gosto de mim assim e quem não gosta olhe…mas não chateie!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fineas e Ferb - A minha vida

Isto é ridiculamente digno de um episódio dos desenhos animados “Phineas e Ferb” .

Phineas e Ferb constroem as mais mirabolantes “obras” para ocuparem os dias das suas férias, estes dois rapazinhos têm ainda uma irmã, a Candece, que tenta a todo o custo descobrir o que eles andam a tramar para depois contar tudo à mãe, no entanto quando ela está prestes a apanhá-los acontece sempre algo que faz com que a mãe não veja a magnifica“obra”.

Desta vez não foi o “Phineas e o Ferb” e isto não é um desenho animado… Foste TU…, desta vez tu foste o descobridor, o inventor das cenas mais hilariantes e ao mesmo tempo mais estapafúrdias que alguma vez alguém inventou, e tal e qual como nos belos desenhos animados fizeste- o apenas para passares o tempo, para ocupares um tempo morto e quando chega à parte do episódio em que eu descubro essa mirabolante invenção algo se passa, que eu vou ficar para sempre sem saber o que foi, e nem chego a apanhar-te. Sais ileso, como se nunca o tivesses feito e eu fico com a sensação de que sou uma idiota. Terei sonhado? Terei sido eu com a minha imaginação sempre muito fértil a elaborar toda esta história? Não passou então de um sonho?

Não sei, nem nunca vou chegar a saber, mas continuo a achar que isto tudo era um excelente argumento para mais um episódio de “Phineas e Ferb”!!!

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

3ª Lei de Newton

Entre dois corpos de massas m1 e m2 existe uma acção atractiva de intensidade directamente proporcional ao produto das massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância, d, que os separa.

Conclusão:
  • Existe sempre atracção entre corpos, esta pode é não se fazer sentir;
  • Dois corpos atraem-se, mas dependendo das massas, da distância e das outras forças que actuam nesse corpo, esta pode não se fazer sentir.


Massas ideais, distância razoável...não há aproximação (atracção) entre os corpos, porquê?
Que outras forças actuam nos corpos que impede a sua aproximação?

... há perguntas às quais nunca terei resposta!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

Antes que...

Antes que me magoe, antes que me desiluda, antes que bata com a cabeça, antes que caia e me aleije, antes que tenha de te dar razão...



...antes que tudo isso aconteça, prefiro para, e fazer aquilo que sei que devo fazer e não aquilo que quero fazer... só assim vou ser feliz, só assim sei que não me vou desiludir, e mesmo que me desiluda vou ter presente que foi o que escolhi e pelo menos por uma vez na vida não vou ouvir: "Eu bem te avisei!"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Our future... our crystall ball!


In my crystal ball, the world has a place to me.
But pressure is difficult and I don’t ever know what I want be.

Maybe I want to go to the Moon, because there I’m secure
Maybe I just want to be happy and hold with my hands the future

In the end, the crystal ball said to me: “Loving living
Because you are a little person and the time sarted counting.

Vivo no mundo da Lua...




...lá sou bem mais feliz!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Estúpidos...



Quem acha que tenho estúpida escrito na testa, é melhor olhar-se ao espelho...e observar bem a própria testa...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Gente vazia...

Em Filosofia aprendemos que o conhecimento é das coisas mais importantes que hoje em dia há no mundo, “quem domina a informação, domina o mundo” (autor desconhecido), e o professor [pelo menos o meu] incentiva-nos a que busquemos o conhecimento, a que queiramos ser pessoas informadas, pessoas conhecedoras do mundo, da ciência, da vida.
Não quero com isto dizer que toda a gente tem de ser assim, nem todos gostamos de contribuir para a nossa cultura geral, mas escandaliza-me que haja ainda pessoas, que com todas as oportunidades que têm, a escolaridade, a educação, a família e o ambiente social e político onde estão inseridos, continuem alheias ao tão precioso conhecimento e que ainda por cima quando alguém lhes tenta aumentar um bocadinho que seja a sua cultura geral digam: “para que é que isso me serve? Eu não preciso de saber isso para nada!”. Realmente não, realmente existem coisas no mundo que não nos interessam para nada, não são úteis à nossa vida prática e diária, mas são coisas que pelo menos por curiosidade, ou por gostarmos de ser pessoas informadas deveríamos pelo menos aceitar e guardar, e não simplesmente repelir. Isso mostra que para além de pessoas vazias somos estúpidas e não queremos encher esse vazio.

Gente vazia é gente pobre de espírito e que não abre a mente ao conhecimento, por muito improfícuo que este seja, e gente assim nunca vai muito longe…


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

lágrimas...


A vida dá-nos milhares de razões para chorar. Muitas vezes, e em certos momentos, a dor e a desilusão que se abate em nós e faz correr pela nossa face as lágrimas, que nem sempre queremos que corram, mas que também não conseguimos evitar, desvanece-se com o tempo, e a dor desaparece aos poucos e poucos. Mas depois há aquelas estações da vida em que temos razões para chorar um choro sem fim. Razões que aparecem sem convite, que entram em nós sem baterem à porta e pedirem licença para entrar, razões que nos destroem por dentro sem dó nem piedade, e vêm uma atrás da outra, e cada uma é mais destrutiva que a anterior. Não cedem pelo facto do nosso coração já estar ferido.
Mas se é verdade que é no meio da tristeza que vemos as coisas boas da nossa vida, o que nos reaviva, o que nos rouba um sorriso por detrás da lágrimas, o que nos enche o peito de esperança de que vamos conseguir ultrapassar tudo aquilo, agora só vejo os vazio, o escuro, enchi o espaço à minha volta com as razões que me fazem chorar…

Não consigo ver as que me fazem sorrir…

domingo, 26 de setembro de 2010

Férias... de tudo!

Não sei o que se passa comigo, não tenho vontade de sorrir e chorar não consigo, não tenho paciência para ninguém, nem sequer para mim própria, não quero falar com ninguém, principalmente com as pessoas que ainda me confundem mais e julgam a minha opinião e as minhas decisões, fogo estou saturada, será que não conseguem simplesmente esquecerem-se que eu existo por 3 ou 4 minutos? Eu só peço 3 ou 4 minutos de descanso, será pedir muito?

Eu acho que não!
Acho que de uma vez por todas, toda a gente tem de perceber que eu não sou a super-mulher, nem nada que se pareça. FOGO, é tudo: Alexandra isto, Alexandra aquilo, Alexandra não concordo, Alexandra não faças, Alexandra fazes-me um favor, Alexandra... Eu já sei que o meu nome é muito bonito e sei também que todos gostam muito dele mas não o gastem. Eu não sou vossa escrava particular que está sempre ao vosso dispor. Tenham todos calma eu sou só uma e por enquanto não consigo estar em todo o lado ao mesmo tempo.
deêm-me tempo e espaço, é das coisas que eu mais prezo, é o meu espaço e a minha liberdade e ultimamente ocupam-na e cortaram-me as asas, é assim tão difícil perceber que de vez em quando preciso voar?

Pelos vistos deve ser...
Ás vezes gostava de deixar aqui o meu corpo a descansar e ir eu, aquilo que sou para bem longe. Às vezes gostava de poder tirar umas férias por tempo indefinido deste mundo, ir para outro bem longe daqui onde não conhecesse ninguém, umas férias de tudo, às vezes até de mim própria.

domingo, 19 de setembro de 2010

Não consigo durmir...


São 5:47, sim ainda estou acordada, e não sei bem porque. Apenas sei que sono é algo eu não tenho e muito menos tenho vontade de me deitar na cama e fechar os olhos, não é que tenho algo mais interessante para fazer, mas sei lá, não me apetece.

Lembro-me agora da frase de uma amiga, que na altura quando por ela foi proferida achei ridícula e sem sentido, pois sou das poucas pessoas que conheço que adora dormir e não dispensa no mínimo umas boas 9h de sono, mas neste momento aquela frase, para mim tão ridícula começa a fazer sentido: “Dormir é uma prefeita perda de tempo.”. eu não diria que é uma PERFEITA perda de tempo, mas sim é perda de tempo, se o nosso organismo não necessitasse de o fazer apenas uma pequeníssima parte da população se deitaria numa cama e fecharia os olhos. Aliás se o corpo humano não necessitasse de descanso, de dormir as camas nem sequer existiriam, por isso…
Já nem me lembro a última vez que fiz uma directa, nem da a última vez que fiquei sem esta vontade repentina de não querer dormir e muito menos da última vez que quis, sim correr lá para fora ver o sol nascer do Sol.

Estou sentada na minha cama com a luz apagada e a janela aberta, a única luz que ilumina o meu quarto é a do portátil, a de um velho candeeiro público que fica do outro lado da estrada bem à frente da minha janela e ainda a fraca luz Solar que começa agora a ganhar força. O que mais me está a fascinar neste momento é o canto dos passarinhos que começam a acordar lentamente, eu sei… parece ridículo e de loucos, mas o que é que hei-de eu fazer?! Já não sou muito normal, então quando me dão estes ataques sei lá de quê, pior.

Agora apenas quero desfrutar deste momento tão raro na minha vida e que me dá uma paz interior tão grande, que nem consigo bem exprimi-la para o papel.

Isto sim são momentos da vida que deviam ser vividos por todos e repetidos, pois dão-nos uma sensação tão boa, como se o mundo stressante onde vivemos nunca tivesse existido, como se a vida fosse assim, simples, como o nascer do Sol numa madrugada de Verão ao som do canto dos passarinhos.

Sonho


Não imaginas como dói e como me fere a alma o que me estás a fazer, se não fosse o caso de ter provas de que tudo foi real diria que sonhara, que sonhara o mais belo dos sonhos…


Fizeste-me sonhar, acreditar que tudo no mundo era possível, construí castelos no ar e esse foi o meu maior erro, porque não passaram disso mesmo, de castelos no ar que tu com a maior das facilidades destruíste e deixaste-me sem sítio onde viver, sem local para sonhar e para tornar todos os meus sonhos reais, deixaste-me sem nada…

Vais sempre estar no meu coração
(mas (in)felizmente os últimos acontecimentos nunca sairão da minha memória).



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quero de volta a (a)normalidade da minha vida...

Estou presa na minha própria cabeça. Sinto-me presa, fechada, como se algo me tirasse a vontade de correr, a vontade de saltar, a vontade de viver. Como se me cortassem a criatividade, me cortassem as mãos e os pés.
É como se tudo à minha volta me estrangulasse, me sufocasse e eu simplesmente não posso fazer nada. Quero fugir, desaparecer e nem me consigo mexer, algo me prende. Prende-me com uma força desmedida e me obriga a permanecer aqui, imóvel…
Estou confusa, não sei o que se passa à minha volta e muito menos o que se passa comigo, dou voltas e voltas à cabeça e nem um pensamento surge, só quero que tudo isto acabe, que tudo volta à (a)normalidade que era a minha vida e não a este batalhão de confusões, enganos e desenganos que a parte alguma me levam.

sábado, 10 de julho de 2010

[Nem título tem]


Sendo que ultimamente não me respondes, ou quando o fazes é de uma maneira um tanto ou quanto distanciada, pode ser que se for sincera e disser tudo aquilo que tenho entalado há cerca de uma semana, tu me ouças e pelo menos faças o mesmo (sejas sincero e fales comigo)
Já me disseste que eu tinha de entender e foi o que fiz, tentei, mas não deu, é impossível para mim entender uma mudança tão radical, sim radical, e não digas que estou a exagerar. Mal falas para mim, só o fazes para me responder e mesmo assim mais de metade das respostas são SIM ou NÃO.
Gostava de perceber mas tu simplesmente não falas comigo, como posso entender-te se nem sei o que se passa. Ando completamente às aranhas, será pedir-te muito que me expliques o que se anda a passar?, não estamos juntos à mais de uma semana, mas parece que sou a única que vê isso…
Posso neste momento parecer um pouco injusta, insensível, …, mas simplesmente não sei ser de outra maneira, eu não sirvo para lenço de papel (que se usa quando é preciso e depois se deita fora), e muito menos para jarra de mesa (que metemos em cima da mesa e depois só nos lembramos dela quando é preciso limpar o pó).
Não gosto mesmo de me sentir um lenço nem uma jarra e para além disso não gosto de me sentir perdida. Imagina que te deixaram numa ilha, totalmente deserta, sozinho, sem uma única explicação do que tens de fazer, ou o porquê de te terem deixado ali, nada , não te dizem rigorosamente nada, é assim que me sinto, totalmente a leste deste mundo, e a pessoa que tem as respostas a todas as minhas perguntas, simplesmente anda esquecida que eu existo...
Se calhar isto é uma pura perda de tempo, estar para aqui a escrever, mas não me importo, se pelo menos leres tudo até ao fim é porque este esforço já valeu um bocadinho que seja, podes nem sequer perceber metade do que para aqui está, mas nem assim me importo, só quero que me ouças uma vez, sim porque desta semana que passou este bocadinho em que estás a ler isto deve ser o único bocadinho de uma semana inteira que guardas-te para mim.
Esperei, esperei e continuei a esperar, mas chega, se não falas para mim, nem sei o porquê de estar à espera de alguém que me evita, e que se há uns tempos só queria andar colado a mim, agora anda muito distanciado.
Eu não gosto de muito coisa numa relação, não gosto de andar de mão dada, não gosto de abraços, não sou muito carinhosa, a menos que esteja mesmo muito bem disposta, e isso já deves saber que é quase nunca, mas mudei, as pessoas mudam umas pelas as outras e eu mudei, mãos dadas, abraços, e etc…, já me são indiferentes, não algo que adore, mas agora, porque mudei um pouco a minha forma de pensar, já não são algo que odeie.
Não percebo, não te percebo nem me percebo a mim, não percebo porque estou aqui, sentada a escrever algo que se calhar nem vais ler tudo, ler mas, ler para perceber, se calhar o meu consciente tem razão, isto é uma pura perda de tempo, ma mesmo assim estou aqui, não percebo.
Depois de tudo isto, espero sinceramente que me percebas e que pelo menos faças algo, porque assim eu não aguento muito mais, já esperei, e esperei, e esperei, agora neste momento não sei se consigo esperar mais, pensa, naquilo que leste, pensa no que mudou desde à duas semanas, para esta ultima, e pensa se me queres explicar exactamente o que se passa e aí pode ser que eu continue a esperar ou se queres continuar assim até eu não aguentar mais. Não é um ultimato, não gosto de ultimatos, e muito menos um aviso só te estou a pedir que sejas sincero comigo…

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Férias!

Estou literalmente de Férias!!! Finalmente chegaram, já não tenho que estudar, nem fazer trabalhos, só tenho de me divertir. Finalmente vou descansar, dormir até tarde, e finalmente vou para a praia e para a piscina. Adoro estar de FÉRIAS!

Cumplicidade

Muitas vezes ouve-se dizer: "namorados são dois cúmplices da vida", "dois amigos são duas pessoas que têm uma relação de pura cumplicidade". mas que raio é isso, da cumplicidade? um ignorante perguntaria: "come-se?" ou "é palpável?", pois é..., mas não se come, nem se pode tocar,... é imprevisivel, não se escolhe, não se compra nem se aluga,... simplesmente aparece, e..., na minha simples e humilde opinião é das coisas mais bonitas do mundo. Já sei, muitos discordam e pensam que é o amor, mas haverá amor, verdadeiro e sincero, sem cumplicidade? 


Para a minha cúmplice amiga, prima e pseudo-madrinha...

És das pessoas mais importantes da minha vida, estás sempre comigo e nunca me deixas desamparada, sei que posso sempre contar contigo e não tomo nenhuma decisão importante sem te consultar, és a minha ponte para o bom senso, para a coragem, para a alegria, és a minha ponte para a vida, para uma vida feliz e para uma vida na qual sei que estou segura e protegida pelo simples facto de lá estares. 
Há uns anos sonhava em ter uma melhor amiga, uma pessoa a quem podesse contar tudo, a quem não tivesse de mentir, quando me perguntasse se estava tudo bem, uma pessoa em quem tivesse total confiança, e nunca pensei encontrar uma pessoa com todas essas qualidade. mas enganei-me, nãoi só encontrei, como essa pessoa, tem qualidades melhores e é com toda a certeza a melhor amiga, prima e pseudo-madrinha de sempre. A ela não vale a pena dizer que está tudo bem quando não está, ela conhece-me melhor que ninguém, muitas vezes nem preciso dizer o que se passa que ela só de olhar para mim já sabe. O nosso olhar diz tudo, pelo menos para nós, em qual quer circunstância, em qualquer lugar, basta olharmos uma para a outra para que haja uma telepatia de pensamentos e, como que num ápice, num cagagésimo de segundo já sabemos o que a outra está a pensar, isto é cumplicidade. A cumplicidade de duas pessoas que se conhecem e dão tão bem que apenas precisam de olhar uma para a outra para saberem o que estão a pensar.

Adoro-te és a MELHOR, e és tudo para mim...

Uma reflexão sobre os meios de Comunicação e a Sociedade


Durante muitos anos lutou-se por aquilo que se achava indispensável à vida em sociedade, desde os direitos das crianças aos das mulheres, desde o direito à escolaridade gratuita, passando também pela luta pelo direito à liberdade de imprensa. Lutou-se e conseguiu-se. Nem sempre as lutas foram vencidas e nem sempre aquilo que se conquistou durou todo o tempo: é o caso do direito à liberdade de imprensa.
Digo, como diz uma pessoal normal: “Tudo bem, eles que escrevam e digam o que quiserem, desde que não me incomodem.”. Pois é, é por muitos de nós pensarmos assim que vivemos numa sociedade de oprimidos e sofridos, numa sociedade que olha para a estupidez com um brilho nos olhos. E no meio disto tudo onde fica o mérito? Onde fica o esforço que deve ser valorizado? Em parte alguma! Mas voltando ao direito à liberdade de imprensa, um dos princípios básicos da liberdade, seja ela de que tipo for, é que a minha liberdade termina onde começa a do outro. Não será que todos nós nos esquecemos deste valor tão importante?, pois é, esquecemos e muitas vezes invadimos a liberdade alheia, roubamo-la como se fosse algo inútil a quem fica sem ela. E isto é o que nós fazemos e o que os meios de comunicação fazem todos os dias, a toda a hora e a cada minuto.
“Tudo bem eles que escrevam e digam o que quiserem”, mas alto lá, a partir do momento em que invadem e exploram a liberdade dos outros, já não estão a usufruir do direito por que tanto lutaram, o direito à liberdade, em vez disso estão a tirar esse mesmo direito, e pior, estão a tirar o direito à privacidade e o direito à opinião e à formulação de ideias próprias dos outros.
Mas será que os meios de comunicação são necessariamente manipuladores?
Acho que não, todos temos de lutar para sobreviver neste mundo contemporâneo, e, na minha opinião, é apenas isso que os meios de comunicação tentam fazer. Eles não têm como objectivo manipular, mas se existe um estereótipo na sociedade, para que os meios de comunicação “sobrevivam” a esta selva onde o que vence é o que tem mais poder e mais força (que é como quem diz, mais cunhas), tem de seguir esse mesmo estereótipo e fazer passá-lo nas suas informações, acabando por influenciar e como que empurrar os cidadãos a aceitar esse cliché, sem sequer pestanejar, criando como que um ciclo vicioso.


Então e os jovens? E principalmente, então e as crianças? Os adultos estão tão preocupados com os seus umbigos, e como os hão-de enfeitar que nem sequer param para pensar nas crianças e nos jovens, e aqueles que param são uma minoria e bem mais de metade dessa minoria apenas diz: “E estamos nós a educar desta forma os Homens de amanhã”, os outros até podem tentar fazer alguma coisa, mas são uma minoria, e neste mundo não se dá ouvidos às minorias, o que é também um grande erro.
À medida que o tempo passa, o amanhã está mais próximo e nada continua a ser feito. E podiam os meios de comunicação ajudar? Podiam, mas não o fazem, não o fazem porque em vez de promoverem a expressão e do diálogo criativo, como seriam um dos seus papeis, criam um ciclo vicioso de estereótipos sociais que de mais nada servem se não para formar robôs.
            Os media, cada vez mais derrubam a barreira de limites entre o privado e o público, todos os dias sem sequer nos darmos conta eles entram e invadem sem licença a nossa privacidade, ocupam o nosso, tão precioso e escasso, tempo, alteram e transformam a nossa opinião, porque acreditamos piedosamente no eles nos dizem, roubam-nos o espírito crítico e dominam as nossas crenças e as nossas convicções. “Os meios de comunicação estão, a passo rápido, a alterar uma sociedade humana e a fabricar uma sociedade predominantemente robótica e automática”. Será que mesmo assim vamos continuar a deixar as nossas crianças e os nossos jovens “indefesos e soltos” prontos para serem “agarrados” pelos meios de comunicação? Queremos um futuro robótico, cheio de pessoas pobres de espírito e de conhecimento que a única coisa que vão saber falar é sobre o tempo, ou nem isso? Queremos nós deixar o mundo à mercê do destino, ou queremos ser nós a pegar na caneta e a escrever esse destino na certeza de que estamos a escrever um futuro risonho?
A maioria das pessoas continua a achar que somos livres, mas seremos nós verdadeiramente livres?
A liberdade dos meios de comunicação excedeu a barreira tolerável, e a única coisa que nós fazemos é olharmos para isso e pensar: “Não vale a pena fazer nada”, e deixamos os Homens de amanhã “soltos” nesses meios, esquecendo-nos que amanhã será tarde de mais para voltar atrás.
E é esta a sociedade onde vivemos, uma sociedade que promove a estupidez e aplaude de pé a incompetência e a imbecilidade.
Temos de abrir os olhos e ver o mundo de outra forma, temos de cada vez mais buscar o conhecimento, não porque necessitamos dele, mas porque o queremos, porque, não queremos vir a pertencer à sociedade robótica e automática, temos de procurar a excelência e lutar para sermos cada vez melhores, e não olharmos para os pobres e medíocres exemplos que temos na nossa sociedade e pensarmos que tudo é fácil e que tudo o que queremos nos cai no colo de pára-quedas, porque não cai. Podemos até esperar, mas não vale a pena, temos de lutar por aquilo que queremos e principalmente lutar por um futuro melhor, temos de ter coragem e audácia para agarrar na caneta e escrever o futuro do nosso mundo.
 Somos os Homens de amanhã e vamos conseguir fazer deste mundo um mundo melhor, vamos conseguir fazê-lo, porque somos ousados, e ousamos contrariar os estereótipos que nos tentam incutir, e que mais nada fazem se não transformar-nos em robôs, porque ousamos pensar com a nossa cabeça e não com a “cabeça” dos meios de comunicação e porque ousamos ser NÓS, para fazer um mundo melhor.

Texto retirado do meu trabalho final de Filosofia deste ano (09/10)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A minha princesa

No outro dia estava em casa a estudar e a minha madrinha tocou à campainha, como sempre ela toca e entra logo, já é normal, nem é preciso nos levantarmos para lhe abrir a porta…


A primeira coisa que ouvi foi a minha princesa a pedir um bebé, já é quase como uma rotina, tocam à campainha entram sem termos de lhes abrir a porta, depois de estarem já dentro de cãs perguntam: está alguém em casa?, e depois a minha princesa pede um bebé (boneco).

Naquele dia depois de algum tempo já não sei bem porquê a minha princesa perguntou-me se eu estava triste e eu disse lhe que não, mas foi tão estranho, foi como se ela tivesse percebido que eu não estava muito bem, e só tem dois anos.

Há uns dias ela tinha aprendido a dizer que era uma princesa e que as outras pessoas era bruxa o diálogo era algo do género:

- O que é que tu és?

- Uma pincheja!

- E eu?

-Uma buxa!

Mas naquele dia ela mudou o discurso e disse:

- O que tu és?

-Uma buxa!

- Uma bruxa? Porquê?

 - Poque tu és a pincheja!


As crianças vêem tudo, até aquilo que nós tentamos esconder.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quero...



QUERO que hoje te deites a meu lado, que me enroles nos teus braços e me aconchegues ao teu peito.

QUERO sentir a tua pele quente tocar a minha e os teus lábios a pousarem nos meus.


QUERO sentir o palpitar precipitado do meu coração, o tremer das minhas pernas, agora entrelaçadas nas tuas.

QUERO sentir o arrepiar da pele e os calafrios que me percorrem a coluna e me fazem sentir viva.


QUERO sentir que estás perto de mim, que me proteges.

QUERO abraçar-te e nunca mais te deixar ir.


QUERO ficar aqui para sempre, juntinha a ti.

E mesmo quando acordar, se olhar para o lado e não te encontrar, mesmo assim, vou ficar feliz, por saber que no fundo tudo isto não passou apenas de um sonho...


És simplesmente tudo para mim!
ADORO-TE


Texto de: Sofia Gaspar

terça-feira, 18 de maio de 2010

Abraços

Um abraço...
Sentir um abraço é das coisas que mais gosto de fazer, sentir o nosso coração ao mesmo tempo que o de alguém a quem damos um abraço faz-nos de tal maneira bem à saúde, traz-nos paz  (uma paz tão boa de se sentir e tão verdadeira e única.
Um bom abraço ajuda-nos a sentir muitas coisas ao mesmo tempo (e é por isso que um abraço é tão bom, é pelo monte de sentimentos envolvidos): a facilidade de dar e receber, a sensibilidade para o sofrimento, a disponibilidade para a alegria de se divertir e a profundidade da ternura.
Abraçar alguém é como dizer-lhe: "Olha, aqui estou para o que quiseres, de coração aberto para ti" ou uma maneira simples de ouvimos "Estou aqui para tudo o que precisares".
No entanto, só se a atitude interior, o pano de fundo a partir do qual nos relacionamos com os outros, for de lhes estender os braços e de os tocar é que poderemos descobrir o valor da partilha.
Não são só as pessoas solitárias, infelizes, inseguras, que precisam ser abraçadas. Abraçar bem dá-nos saúde. Mas não se trata de abraços sociais, de conveniência, em que duas pessoas se tocam apenas por fora – portanto não se tocam -, nem de abraços de dois amantes apaixonados que um ao outro se agarram.
São abraços que acontecem porque saem cá de dentro sem que os travemos. Como expressão de um amor incondicional que nos habita – e de que não temos medo, porque o olhamos como algo que verdadeiramente nos liberta. Um abraço liberta aquilo que de mais valioso temos dentro de nós, o amor e a partilha.
A intimidade que um abraço sincero oferece é a da compreensão, da atenção., da solidariedade. Da amizade que existe para lá da expressão dos sentidos, apenas por ter a consistência daquilo que sai do fundo de nós mesmos e que se mantém quer faça sol quer chova.
  Há quem goste de os dar para reafirmar um vínculo de amizade ou qualquer outro sentimento. E são uma das melhores festas gratuitas a que toda a gente tem acesso. São abraços do fundo do coração, frequentes entre duas pessoas que, por nada pedirem uma à outra, de cada vez que se encontram recebem sempre muito – e apenas por isso são levadas a celebrá-lo.
Quando um coração se abre para outro coração, há quase sempre uma qualquer maravilha que pode acontecer. Ou, quanto mais não seja, uma sensação de paz possível, neste mundo cheio de guerras em que vivemos.
 
Abraços são uma espécie de foguetes capazes de fazer despertar moribundos ou fazer levantar da cama preguiçosos. Explosões de vida.
 
 

domingo, 18 de abril de 2010

O Primeiro Amor

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa «Meu Deus! Como pode ser!» do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual num micro-ondas. Mas o «Zing!» inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.
O primeiro beijo é sempre uma confusão. Está tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isto apesar de ser tão tímida e inepta como nós. E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres. Cada vez que se pronunciam, rebenta um pequeno terramoto no equador. E as mãos? Quando a mão entra na mão de quem se ama e se sente aquele exagero de volts e de pele, a única resposta sensata é o assassínio, o exílio, o suicídio. Nada fica de fora. O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora daquelas mãos. O tesouro está a arder, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é também, e sem dúvida, o primeiro amor do mundo.
O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse. As outras pessoas - por muito bonitas e fascinantes que sejam - metem-nos nojo. Só no primeiro amor. Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de poder-mos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte. Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.
Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 - não outro amor como o doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer outra coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: «Adeus Mariana - desta vez é que me vou mesmo suicidar.» Podem ficar (e que remédio têm) com o savoir-faire e os fait-divers e o «quero com vista pró mar se ainda houver». Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.
Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?». Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos - são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes - os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim. Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último. Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar - do incêndio incontrolável - todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes». É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.

Texto de Miguel Esteves Cardoso
 
Dos textos mais lindos que já li, é realmente fantástico!!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Escrever...

Escrever... o ser humanos é o único ser vivo no planeta que utiliza para além de um sistema de linguagem verbal um sistema de linguagem escrita, e porquê? Para muitas coisas, muitas mesmo, como por exemplo para registar contractos, tirar apontamentos que auxiliam a nossa, cada vez mais fraca memória, registar leis para que facilmente possam ser consultadas por todos, e entre muitas outras coisas que não vale a pena enumerar, o Homem muitas vezes escreve, por escrever. Escreve porque lhe apetece escrever, porque sente necessidade de escrever, e escreve para desabafar. Pois, não será o papel a melhor "pessoa" que podemos escolher para desabafar? se não vejamos, escrevemos tudo sem a preocupação de encontrar as melhores palavras para o fazer, sem a preocupação de que essas palavras tenham de ser entendidas, sem a preocupação de sermos inconvenientes, abusados e chatos, ok, é certo que o papel não nos dá conselhos, mas quantas vezes não desabafamos com um amigo e ele nos diz umas coisas, nos dá alguns conselhos que nos deixam ainda mais baralhados? O papel não dá nem bons conselhos nem maus, não dá, ponto. Aliás nós quando pedimos um conselhos já sabemos mais ou menos o que queremos/devemos fazer, não sabemos é se isso é a opção mais indicada e é por isso que pedimos uma opinião externa.
Eu há muito tempo que não desabafo com ninguém, prefiro mil vezes o papel, eu e nós todos temos sempre a resposta dentro de nós próprios não precisamos de ninguém a não ser de nós para a encontrarmos.